Uma nova análise de longo prazo com a vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, mostra que o imunizante mantém eficácia significativa até sete anos após esquema de duas doses. Segundo o levantamento, a proteção contra hospitalizações por dengue alcançou 84,1 % e, quando incluída uma dose de reforço, chegou a 90,6 %.
Em casos sintomáticos confirmados, a eficácia foi de 61,2 % após 4,5 anos, subindo para 74,3 % cerca de sete anos após a primeira aplicação.
O estudo envolveu mais de 20 mil participantes em diferentes países endêmicos e visa responder a uma dúvida crítica: é necessário aplicar dose de reforço após o esquema inicial? De acordo com a diretoria médica da Takeda, os dados indicam que não há necessidade imediata de reforço, o que abre caminhos para revisar políticas de vacinação em massa.
Especialistas ouvidos destacam que, apesar dos bons resultados, alcançar a população de risco, manter cobertura e monitorar a evolução dos sorotipos ainda são desafios. A vacina agora é componente relevante no arsenal contra a dengue no Brasil, país que registra regularmente grandes surtos.
Para o público, mensurar riscos e buscar orientação médica são passos importantes: se você está na faixa etária recomendada e mora em área endêmica, verificar a situação vacinal pode fazer diferença.
