Uma operação policial realizada no estado da Flórida, nos Estados Unidos, terminou com a prisão de 281 pessoas em uma ação voltada ao combate ao tráfico de pessoas, à exploração sexual e a suspeitos de crimes contra crianças. Entre os detidos estão 13 funcionários da Disney e outros quatro trabalhadores da Universal Studios.
A operação, chamada de “Polk Around and Find Out II”, foi conduzida ao longo de sete dias por autoridades do condado de Polk, com participação de diferentes órgãos de segurança. O objetivo era identificar e prender pessoas suspeitas de envolvimento em atividades de exploração sexual e indivíduos que procuravam crianças para encontros ilegais.
De acordo com informações divulgadas pelo gabinete do xerife do condado, 17 funcionários de parques temáticos estavam entre os detidos. Desse total, 13 trabalhavam na Disney e quatro na Universal Studios.
O balanço da operação também apontou 31 suspeitos de crimes relacionados à exploração sexual de menores. Segundo as autoridades, dois desses casos resultaram em acusações de tráfico humano.
Durante a investigação, os agentes identificaram diferentes situações envolvendo pessoas que teriam se deslocado até locais monitorados pela polícia para negociar encontros sexuais ou praticar crimes. A operação também incluiu ações de identificação de possíveis vítimas de exploração.
Um dos resultados divulgados foi a identificação de 11 pessoas consideradas vítimas de tráfico humano, que receberam oferta de atendimento e assistência de organizações envolvidas na ação.
O xerife Grady Judd informou ainda que parte dos suspeitos tinha situação migratória irregular nos Estados Unidos. Ao todo, 32 pessoas foram identificadas nessa condição, e 16 teriam sido encaminhadas às autoridades de imigração.
A investigação também envolveu a cooperação das empresas citadas. Segundo declaração do xerife, a Disney colaborou com as autoridades e informou que os funcionários envolvidos nas prisões foram desligados. A situação dos trabalhadores da Universal não havia sido detalhada da mesma forma nas informações consultadas.
As autoridades não divulgaram, no balanço inicial, todos os nomes dos suspeitos nem o andamento individual dos processos judiciais. As prisões representam suspeitas e acusações que ainda deverão ser analisadas pela Justiça, respeitando-se a presunção de inocência.
A operação chama atenção pelo número de pessoas detidas e pela presença de trabalhadores de grandes empresas do setor de entretenimento entre os investigados. As autoridades afirmaram que as apurações continuam, inclusive para verificar se existem outras possíveis vítimas relacionadas aos casos identificados.
