Referência aparece em conversa entre Daniel Vorcaro e ex-diretor jurídico do Banco Master; ministro nega qualquer sociedade ou relação profissional com a advogada
Novas mensagens relacionadas ao caso Banco Master ampliaram a repercussão em torno do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo reportagem publicada neste domingo, a advogada Dalide Corrêa, que recebeu R$ 33 milhões do Banco Master por trabalhos ligados ao mercado de precatórios, foi mencionada como “sócia” de Gilmar Mendes em uma conversa entre Daniel Vorcaro e Luiz Rennó, então diretor jurídico da instituição.
A referência surgiu enquanto os dois discutiam um pagamento de R$ 15 milhões à advogada.
O gabinete de Gilmar Mendes rejeitou a associação e afirmou que não existe nem existiu relação societária ou profissional entre o ministro e Dalide Corrêa. Segundo a manifestação, ela atuou no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, o IDP, até 2016.
A reportagem também informa que Daniel Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes em 2024 para tratar de uma pauta bilionária relacionada ao setor sucroalcooleiro, mas não teria obtido êxito na tentativa. O ministro sustenta que suas decisões sobre o tema contrariaram interesses ligados ao setor.
O episódio se soma a outros diálogos, contratos e contatos encontrados nas investigações do Banco Master que passaram a envolver pessoas próximas ou ligadas a integrantes do Judiciário.
Em outra frente revelada nesta semana, mensagens indicaram que Francisco Feitosa, ex-cunhado de Gilmar Mendes, foi contratado por Daniel Vorcaro durante período em que o ministro analisava processos relacionados à abertura de cursos de medicina. Gilmar afirma que nunca tratou dessa pauta com Vorcaro ou com Feitosa.
Até o momento, a expressão “sócia” encontrada na mensagem não comprova que tenha existido sociedade entre a advogada e o ministro. A afirmação é atribuída aos interlocutores da conversa e foi negada pelo gabinete de Gilmar Mendes.
