Candidata pelo Republicanos defende fortalecimento da Ceplac, valorização dos produtores e novas políticas para a cadeia cacaueira
A candidatura de Vanuza do Cacau a deputada federal busca colocar as principais demandas da cacauicultura baiana no centro do debate político nacional. Filiada ao Republicanos, ela apresenta como bandeira a defesa dos produtores rurais e o fortalecimento de uma atividade que sustenta a economia de dezenas de municípios, especialmente no Sul da Bahia.
A proposta foi destacada em artigo assinado pelo jornalista Wilson Midlej, coordenador da campanha. No texto, ele sustenta que a candidatura não surgiu apenas de uma construção partidária, mas de uma trajetória ligada às reivindicações da cadeia produtiva.
Vanuza costuma resumir esse posicionamento com a frase: “O nosso partido é o cacau”.
Segundo o material divulgado pela campanha, a cadeia cacaueira reúne mais de 60 mil produtores e influencia diretamente a vida de centenas de milhares de pessoas. O setor movimenta propriedades rurais, cooperativas, estabelecimentos comerciais, fábricas de chocolate, transportadores e diferentes prestadores de serviços.
A campanha argumenta que, apesar de sua importância histórica e econômica, a cacauicultura ainda enfrenta dificuldades para transformar suas demandas em políticas públicas permanentes.
Entre as principais bandeiras apresentadas por Vanuza está o fortalecimento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, a Ceplac. A candidata defende a reestruturação do órgão e a ampliação de sua capacidade de oferecer pesquisa, assistência técnica, formação e desenvolvimento de novas tecnologias para produtores de cacau e chocolate.
Outro ponto destacado é o combate ao deságio, diferença entre o preço de referência do cacau e o valor efetivamente pago ao produtor. Para a candidatura, o problema reduz a renda no campo e enfraquece principalmente os pequenos produtores, que possuem menor capacidade de negociação.
Vanuza também defende mecanismos mais eficientes para a previsão das safras e critérios equilibrados para a importação de cacau. A proposta apresentada é proteger a produção nacional sem desconsiderar as necessidades da indústria brasileira.
A composição dos chocolates vendidos no país também aparece entre as prioridades. A candidata propõe uma discussão sobre percentuais adequados de cacau nos produtos, com o objetivo de valorizar o chocolate de maior qualidade e ampliar a utilização da matéria-prima produzida no Brasil.
O incentivo ao cooperativismo completa o conjunto de propostas. A campanha avalia que produtores organizados podem ganhar força na negociação, reduzir custos, melhorar a comercialização e agregar valor ao cacau por meio da produção de chocolates e derivados.
No campo político, Vanuza conta com o apoio do senador Ângelo Coronel e do deputado estadual Sandro Régis. A aproximação com lideranças estaduais amplia a articulação da candidatura, que tenta reunir trabalhadores rurais, produtores, empresários e comerciantes ligados à atividade.
O artigo assinado por Wilson Midlej demonstra confiança no desempenho eleitoral da candidata. Essa avaliação, entretanto, representa uma posição da coordenação da campanha. A conquista de uma vaga na Câmara dos Deputados dependerá do resultado das urnas.
Ao colocar a cacauicultura como eixo de sua candidatura, Vanuza tenta transformar demandas históricas do setor em uma agenda política nacional. O debate envolve renda, emprego, assistência técnica, industrialização, sustentabilidade e o futuro econômico de uma das regiões mais tradicionais da Bahia.
