Prefeitura afirma que cobrança será destinada ao reforço dos serviços públicos e preservação ambiental; frequentadores e organização do festival contestam decisão
A Prefeitura de Ituberá, no Baixo Sul da Bahia, confirmou a criação da Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá (TUPI), no valor de R$ 200, que será cobrada de turistas e visitantes durante a realização do festival Universo Paralello, marcado para acontecer entre os dias 27 de dezembro de 2026 e 4 de janeiro de 2027, na Praia de Pratigi. A medida foi instituída por meio da Lei Municipal nº 1.898/2025 e será aplicada por meio da aquisição de um voucher válido durante todo o período de permanência do visitante no município.

Segundo a administração municipal, a cobrança tem como objetivo compensar os impactos provocados pelo grande fluxo de turistas durante o evento. Os recursos arrecadados deverão ser utilizados para reforçar serviços de limpeza urbana, mobilidade, ordenamento, saúde, segurança pública e ações de preservação ambiental na região de Pratigi.
A decisão, no entanto, provocou forte repercussão nas redes sociais. Frequentadores do festival criticam o valor da taxa e afirmam que os custos para participar do evento já incluem despesas com ingresso, hospedagem, alimentação e transporte. Muitos também alegam que a cobrança foi amplamente divulgada apenas após parte do público já ter adquirido pacotes para o festival.
A organização do Universo Paralello também demonstrou preocupação com os impactos da medida. De acordo com informações divulgadas pelo Diário Paralelo, representantes do festival estudam medidas jurídicas e avaliam a possibilidade de reavaliar a permanência do evento na Praia de Pratigi em futuras edições caso a situação não seja revista.
A prefeitura, por outro lado, afirma que a tarifa busca garantir melhores condições de atendimento durante um período em que a população da região aumenta significativamente. Estão isentos da cobrança moradores de Ituberá, servidores municipais, crianças de até cinco anos, idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência, trabalhadores locais cadastrados e profissionais em missão institucional.
O debate continua dividindo opiniões entre moradores, empresários, turistas e participantes do festival, tornando a cobrança um dos assuntos mais comentados da região nesta semana.
