Título: BRASIL TEM BOMBA TERMOBÁRICA? PROJETO TROCANO VOLTA À TONA E LEVANTA DÚVIDAS
Uma suposta “bomba termobárica brasileira” voltou a circular nas redes sociais e colocou o nome do país no centro de debates militares. A peça citada é o projeto Trocano, desenvolvido no início dos anos 2000 sob coordenação da Força Aérea Brasileira.
De acordo com registros técnicos divulgados à época, o projeto foi concluído por volta de 2011 e certificado para integração ao Lockheed C-130 Hercules, aeronave que operou na FAB até ser substituída pelo Embraer KC-390.
A internet, no entanto, foi além. Publicações afirmam que a Trocano teria potência equivalente a 20 toneladas de TNT, alcançaria temperaturas de 3 mil graus Celsius e geraria pressão três vezes maior que a atmosférica. Esses números, porém, não constam em documentos oficiais públicos e são tratados como estimativas comparativas feitas por analistas.
O governo brasileiro nunca anunciou oficialmente possuir bomba termobárica operacional em estoque. A Trocano é descrita como bomba de alto poder explosivo, mas dados técnicos detalhados permanecem sob sigilo.
Especialistas explicam que dominar a certificação e integração aeronáutica indica capacidade tecnológica. Isso, contudo, não significa necessariamente produção em escala ou arsenal ativo.
No cenário internacional, países como Rússia, Estados Unidos e China já admitiram publicamente o desenvolvimento desse tipo de armamento.
No caso brasileiro, o que há de concreto é o desenvolvimento de uma bomba de grande potência. O resto, até o momento, permanece no campo da especulação.
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