A instalação de novos radares eletrônicos em Ilhéus colocou a gestão municipal no centro das críticas nas últimas semanas. Questionamentos sobre possível caráter arrecadatório da medida ganharam força nas redes sociais e em rodas de conversa pela cidade, especialmente em vias de grande circulação.
Diante da repercussão negativa, a Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana de Ilhéus (SUTRAM) se pronunciou e afirmou que os equipamentos de fiscalização de velocidade não têm finalidade arrecadatória. Segundo o órgão, a legislação de trânsito determina que os valores provenientes das multas possuem destinação obrigatória e não podem ser utilizados livremente pela Prefeitura.
De acordo com a SUTRAM, parte dos recursos arrecadados é repassada ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (FUNSET). O valor restante deve ser aplicado exclusivamente em ações voltadas à segurança viária, como sinalização, melhorias nas vias, fiscalização e campanhas educativas. Por lei, esses recursos não podem ser direcionados para outras áreas do orçamento municipal.
A superintendência afirma ainda que a adoção da fiscalização eletrônica ocorre em resposta ao cenário de insegurança no trânsito local. Em Ilhéus, os acidentes são frequentes e, segundo o órgão, muitos deles estão associados ao excesso de velocidade e a condutas imprudentes de motoristas.
As áreas escolhidas para a instalação dos equipamentos seguiram critérios técnicos, levando em conta locais com maior índice de acidentes, intenso fluxo de veículos e presença de pedestres, ciclistas, escolas, unidades de saúde, áreas comerciais e bairros residenciais. A SUTRAM garante que todos os radares contam com sinalização adequada, conforme prevê a legislação.
Antes do início da aplicação das multas, foi realizado um período educativo, com ações de orientação e esclarecimento à população sobre o funcionamento dos equipamentos e a importância do respeito às normas de trânsito.
Em meio às críticas, a SUTRAM reforça que a fiscalização eletrônica é adotada como medida preventiva, com foco na redução de riscos, preservação de vidas e construção de um trânsito mais seguro para motoristas, pedestres e ciclistas.
