O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social confirmou que não existe, até o momento, qualquer reajuste definido para o Bolsa Família em 2026. A informação vem após a circulação de boatos nas redes sociais apontando um suposto aumento no valor do benefício no próximo ano.

Desde o relançamento do programa, em março de 2023, os valores pagos às famílias permanecem os mesmos. O orçamento previsto para 2026 é de R$ 159,5 bilhões, exatamente o mesmo valor reservado para 2025, o que reforça que não há previsão orçamentária para aumento automático dos repasses.
Atualmente, o Bolsa Família atende cerca de 18,7 milhões de famílias em todo o país. O custo mensal do programa gira em torno de R$ 12,7 bilhões, e em dezembro de 2025 o valor médio recebido por domicílio foi de R$ 691,37, considerando os adicionais previstos nas regras.
Pelas normas em vigor, todas as famílias beneficiárias recebem um valor mínimo de R$ 600. Além disso, há complementos de R$ 150 por criança de até seis anos e R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, gestantes e nutrizes. O programa também assegura um valor mínimo de R$ 142 por pessoa, de acordo com a composição familiar.
Outro ponto importante é que o Bolsa Família pode ser acumulado com o Seguro Defeso, benefício pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da pesca, desde que a família continue atendendo aos critérios exigidos.
O governo reforça que qualquer reajuste depende de decisão política futura e da aprovação do Congresso Nacional durante a tramitação do orçamento, não havendo, até agora, anúncio oficial de aumento para 2026.