
Funcionários da Maternidade Prof. José Maria de Magalhães Netto unidade pública do governo estadual localizada em Salvador denunciam atrasos recorrentes no pagamento de salários. A denúncia foi feita por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que relatam ausência de repasses nos últimos meses e problemas para manter compromissos financeiros e a própria dignidade no trabalho.
Segundo os relatos, repasses que deveriam cair até o quinto dia útil foram realizados com até dez dias de atraso nos últimos três meses. Houve um mês recente em que o pagamento sequer foi efetuado até o quinto dia. Uma profissional que trabalha há cerca de oito anos na maternidade relatou que “o psicológico da gente fica totalmente abalado” com a irregularidade.

Além do atraso, há queixas de descontos indevidos feitos em anos anteriores relativos à provisão de férias quantificados em cerca de R$ 200 mensais, com promessa de devolução que nunca se concretizou.
De acordo com a reportagem, a gestora da unidade é o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), contratado para administrar o hospital em nome do Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A Sesab informou que realiza os repasses regularmente e afirmou que eventuais atrasos só ocorrem quando há “ausência parcial ou total de documentos comprobatórios da execução dos serviços”, condição exigida por lei para liberar recursos.
Diante da denúncia, a Sesab disse que o caso será encaminhado para apuração pelas áreas técnicas competentes. Até o momento da publicação, o IGH não havia se posicionado para explicar o atraso.